terça-feira, 2 de agosto de 2011

Letras divinas...

Um som, várias vozes...
Um pensamento, muitos motivos...
 
   Enquanto na corrida pelo bem estar, há 
várias conotações que
delimita o ser humano, basta o olhar atento as simples experiências,
percebemos o seu total declinio espiritual e social, apesar dessa
vasta compreenção, apenas frageis e por menor que sejam seus
passos, apenas eles conseguiram alcançar pela bandeira do calvário
chegar ao final do grande conflito...

Um som, jubilos de remidos
Um pensamento, erguidos saudam o Senhor dos exercitos!

Trechos e Pensamentos
Cd...
by: Lan (emunys)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Canções... ;D

  Elas demonstram nosso espaço, nossa dimensão e claro mas do que nunca ao que nos cremos como individuos, separados e no processo de santificação que só o criador dos céus e da terra pode nos oferecer como dom gratuito, canções mostra o interior o acaso o porque, o incondicional e a vida...
   São através dos versos proposto que a vida viaja e se lança em um mundo capaz de relembrar cenas do  mais profiundo inconciente e leva-los a dimensão de que sencontram na atual forma, sempre tazendo figuras que constatam momentos como se estivesse fraguimentadas janelas, sinalizando formas do comportamento que mostra sua inclinação para o obscuro ou para o imaculado.
  Esperar um fato que muito tem se deixado de expressar no seu comportamento real, mas nunca foi tarde demais para exerce-lo...



By: Lan
   

domingo, 3 de julho de 2011

Projeto Solo Alan Barreto

Nada acontece por acaso tudo vem no tempo de Deus, precisamos esta disponíveis para o atuar de Deus em nossas vidas, precisamos exercitar a cada momento de nossa vida a experiência da paciência que vem do alto, todos somos capazes se deixarmos o Espirito Santo agir em nós.  

Pensamento

Lan Barreto (emunys)

Antes você precisa crer (Alan Barreto)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A proposta de Vygotsky: A Psicologia Sócio-Histórica

Lev Semenovitch Vygotsky (em russo Лев Семёнович Выготский, transliteração: Lev Semënovič Vygotskij, sendo o sobrenome também transliterado como Vigotski, Vygotski ou Vigotsky) (Orsha, 17 de Novembro de 1896, — Moscou, 11 de junho de 1934), foi um psicólogo bielo-russo. Pensador importante em sua área, foi pioneiro na noção de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais e condições de vida. Veio a ser descoberto pelos meios acadêmicos ocidentais muitos anos após a sua morte, que ocorreu em 1934, por tuberculose, aos 37 anos.

Resumo
 
      Com a intenção de contribuir para a fundamentação do trabalho docente, o presente estudo tem por objetivo apresentar os principais pontos da psicologia sócio-histórica proposta por Vygotsky, um dos autores que na atualidade é uma das referências no embasamento do trabalho educacional. Para o atendimento do objetivo proposto, este estudo está dividido em três grandes partes. Na primeira, abordaremos o contexto histórico em que nasce o projeto de Vygotsky; na segunda, discorreremos sobre a fundamentação da teoria e na última parte trataremos da psicologia sócio-histórica.

1. INTRODUÇÃO

      Falar da proposta de Vygotsky implica considerar que seu trabalho é extremamente complexo, visto que sua elaboração tem por meta à constituição de um projeto de psicologia que pudesse analisar os problemas de aplicação prática do homem, em atendimento às necessidades emergentes da nação russa que acabava de nascer após a revolução socialista de 1917.
        Sua vasta produção acadêmica, aproximadamente 180 trabalhos, realizada num curto espaço de tempo, dez anos apenas, segundo Bonin (1996), envolve um importante esquema teórico complexo e integrado que, ao mesmo tempo, é aberto. Vygotsky, ao lado de seus colaboradores diretos, Luria e Leontiev, propõe um estudo sócio-genético do ser humano, assim como estabelece relações com as condições biológicas, principalmente nos aspectos neurológicos, na tentativa de evitar reducionismos e simplificações de qualquer espécie.
       Essa característica dos trabalhos de Vygotsky tem gerado, segundo Blanck (1996), diversas interpretações e aplicações, pois além de toda essa complexidade e diversidade de aspectos tratados, o autor, ao longo de seus trabalhos, foi modificando seus objetivos. Blanck destaca, ainda, que essas hesitações são fruto da ambição de seus projetos e da batalha que travava contra o tempo, devido a seu estado de saúde terminal. De qualquer forma, os seus seguidores entendem que sua teoria permeou um desenvolvimento coerente; já alguns autores, tais como o próprio Blanck, Veer, Kozulin, Valsiner e Wertch, descobrem na sua obra antagonismos irreconciliáveis. Davis (1993), por outro lado, não considera que os seus postulados constituam uma escola de psicologia, mas apenas um delineamento, ainda que geral, de uma psicologia de inspiração materialista-dialética.
       Ressalvadas tais características da obra do autor em questão, cumpre-nos esclarecer que trataremos neste espaço dos aspectos gerais de sua produção. Nesse sentido, antes de incursionarmos por suas idéias, faz-se necessário retomar o contexto histórico no qual essas idéias nasceram.

2. CONTEXTO EM QUE NASCE O PROJETO DE VYGOTSKY

         A revolução socialista de outubro de 1917 enfrentou nos primeiros anos um período tumultuado, marcado por uma guerra civil, pela intervenção estrangeira e por uma situação econômica sufocante que levou a nação russa à escassez de alimentos, penalizando sua população com um longo período de fome, vitimando muitas pessoas, inclusive Vygotsky, com tuberculose. Esta situação levou o novo regime a implantar um comunismo de guerra, o que culminou em 1921, sob a liderança de Lenin, com a consolidação do regime comunista no país.
     Vitoriosa a Revolução, a Rússia encontrava-se em estado lastimável. Tudo estava por construir. Um dos mais sérios problemas a enfrentar era o da educação. Consta que por aquela época o índice de analfabetismo girava em torno de 70%. Mesmo sob essas circunstâncias, porém os dirigentes que conduziam o novo estado desejavam promover uma renovação que não se limitava somente a reconstruir o país. O objetivo maior era construir, sob a tutela da teoria marxista, uma nova sociedade, o que implicaria, também, a construção de uma nova ciência. Nos dizeres de Rosa & Montero (1996),o conhecimento deveria ter sido um dos pilares dessa nova sociedade, considerando que, de acordo com a teoria marxista, ele evita a alienação no trabalho e liberta o homem. Mas, (...), a filosofia marxista contém uma epistemologia materialista e uma lógica dialética que requer o desenvolvimento de uma nova concepção de ciência. (p.70).
        Um dos grandes problemas enfrentados pelos pesquisadores que deveriam levar avante a construção da nova ciência foi justamente o fato dos limites impostos pelos dirigentes da nação, isto é, tomar por base, tão-somente, a filosofia marxista. O desafio era grande, principalmente, porque não havia unicidade, entre os marxistas russos, sobre a interpretação do materialismo. A controvérsia entre eles os dividia em duas correntes: uma mecanicista e outra dialética. Segundo os mecanicistas, a ciência é auto-suficiente e descobre suas próprias leis por meio da pesquisa; já os dialéticos defendiam um princípio exploratório aberto e não determinista, acreditando que os eventos são dependentes da ação humana, ou seja, a consciência é uma característica humana, e é ela que favorece a disposição para a construção dos eventos. Outro fator importante é a subida de Stalin ao poder, após a morte de Lenin em 1924. Stalin, por meio de sua interpretação pessoal das idéias de Lenin e do marxismo, promove um dos maiores expurgos da esquerda comunista, mas, ao mesmo tempo, implementou as políticas que esta linha defendia e, posteriormente, eliminou a facção direitista, passando a exercer um governo absolutista. O próximo passo foi a interferência na área educacional. Sob a alegação de que o desempenho das crianças na escola era deficiente, foi imposto um currículo fechado, e o sistema de projetos, adotados logo após a revolução, foi suprimido.
        O ponto culminante da interferência política ocorre na psicologia com a edição do decreto intitulado “Sobre as Perversões Pedológicas no Sistema de Comissariado do Povo para a Educação”. Este decreto baniu os testes psicológicos, assim como a psicologia, das áreas da educação e da indústria. Como conseqüências vários periódicos sobre psicologia deixaram de ser editados; cursos e institutos foram fechados; o ensino de psicologia ficou relegado ao plano de treinamento de professores nas faculdades, e muitos pesquisadores da área, inclusive Vygotsky, que já havia falecido, passaram a fazer parte de uma lista negra do poder que proibia, em todo o território nacional, as suas obras. Foi somente após a morte de Stalin, em 1953, de acordo com Rosa & Montero (1996), que os trabalhos de Vygotsky voltam a ser publicados, a partir de 1956. Esse foi o cenário no qual Vygotsky idealizou, desenvolveu e aplicou seu trabalho, mas não o viu ser banido e reintegrado.

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Referências

ABBAGNANO, N.(2000). Dicionário de filosofia.4.ed.,SP:Martins Fontes.
BLANCK, G. (1996). Vygotsky:o homem e sua causa.In: MOLL,L.C.Vygotsky e a educação: implicações pedagógicas a psicologia sócio-histórica. (pp. 31-35). Porto Alegre, RS: Artes Médicas.
BONIN, L.F.R. (1996). A teoria histórico cultural e condições biológicas. São Paulo (Brasil), Tese de Doutorado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
CASTORINA, J. A. (1998). Piaget e Vygotsky: novos argumentos para uma controvérsia.
(pp. 160-183). In Cadernos de Pesquisa. N. 105. São Paulo.
DAVIS, C. (1993). O construtivismo de Piaget e o Sócio-interacionismo de Vygotsky.In: Anais do Seminário Internacional de Alfabetização & Educação, 35-52. UNIJUI, RS.
DOISE, W. (1985). Le developpement social de l’intelligence. In:MUGNY, G. Psychologie sociale du developpement cognitif. Bern: Peter Lang.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Psicologia: Lingua Portuguesa: Comunicação> Radio Peão

Comunicação
"Rádio peão": do chão às estrelas, do tático para o estratégico!
Claudemir Bertuolo

Em Comunicação Empresarial, especificamente na comunicação interna
voltada
aos


funcionários da organização, nos deparamos com a chamada "rádio peão".
Alguns profissionais da área de comunicação a vêem como uma grande
inimiga, outros como um mal sem fim e outros preferem pensá-la como
sendo uma lenda. O fato é que ela funciona perfeitamente no dia-a-dia de
muitas empresas independente da opinião dos seus executivos.

Na prática sabemos o que é uma "rádio peão", mas é possível teorizar sobre ela? Entendemos que sim e esta é a nossa proposta aqui. Ainda que de maneira rápida, pretendemos apontar alguns pontos para reflexão desta ação com a finalidade de projetá-la, justificá-la e/ou revisá-la.

Pensando o objeto é necessário definir o que é uma "rádio peão". De uma maneira simplista podemos entendê-la como as manifestações comunicacionais não controladas que correm pelo caminho da informalidade dentro das organizações. Pensemos agora na definição a partir das palavras. O substantivo feminino "rádio" significa a entidade na qual transita todo e qualquer discurso. O adjetivo "peão" carrega implicitamente um pré-conceito provavelmente acrescentado para descaracterizar a entidade já que "peão" está ligado a "chão de fábrica", "serviçal" e "pessoa sem instrução". Assim, "rádio peão" traduzida ao pé-da-letra significa os discursos manifestados por funcionários incultos do baixo escalão. Se isso algum dia o fora verdade, hoje sabemos que não tem validade alguma pois os discursos correm por toda teia organizacional, via comunicação intrapessoal e o moderno correio eletrônico, do chão de fábrica ao céu de brigadeiro da alta administração.

Embora o termo "rádio peão" esteja consumado, apresentamos uma opção em tempos modernos: "boato organizacional". Boato todos sabemos bem o que é, ou por vítima, ou por participação ativa na sua disseminação, ou pela escuta. Para ampliar o conceito tomamos de ORLANDI (2001, p. 135) algumas considerações sobre boato: "é um fato substantivo da história, fato de sua relação com o silêncio"; "produz um efeito de verdade a partir de palavras não asseveradas"(:136); existe onde "há disputa pelo sentido" (:142) e não há "um responsável do dizer, mas uma figura fantasmática que toma o lugar de sua responsabilidade. Desde que se manifesta um autor socialmente visível o boato não é mais boato"(:137).

Vemos aqui o boato organizacional como a saída para o silêncio da comunicação formal. Silenciar sobre um assunto não significa eliminá-lo, a comunicação -discursos e sentidos - busca o seu curso, ainda que à margem. Cabe aos profissionais responsáveis pela comunicação criar canais para dar voz e vez aos funcionários e evitar que falas com toda sorte de acréscimos e entendimentos se tornem verdades.

Na "disputa pelo sentido"(:142) a empresa perde porque é uma contra muitos e o que é pior, com diversos sentidos. Alguns profissionais da área de comunicação aliados a gerentes que nada entendem de pessoas, buscam a qualquer custo responsáveis pelo dizer. Ignoram que o sujeito, por princípio, é fantasmático, que a locução é audível mas é pirata. O identificável é que, independente do locutor (sindicatos, líderes oposicionistas, funcionários, ongs etc), é um dizer que surge do silêncio. Quem silencia, cala, consente e sente!

Não podemos deixar de registrar no entanto, os dizeres plantados. Optamos por "dizeres" no lugar do "boato" porque como diz ORLANDI ao ser identificado o "boato não é mais boato"(:137). Esses dizeres correm com ar de desautorizados mas tem fonte conhecida, profissionais (??!!) de comunicação e (in)gerentes que "plantam" a informação em alguns "laranjas" e esses, loucos por demonstrarem que são "amigos do rei" reproduzem o discurso. São informações sobre demissões principalmente e outras reduções mesquinhas, que têm como finalidade desestabilizar o grupo (e depois dá-lhes treinamento sobre trabalho em equipe!) e evitar reclamações e/ou reivindicações.

Outra questão a ser levantada é sobre o sujeito. Quem são os sujeitos e porquê eles atuam? Os sujeitos são os funcionários que, como dissemos, não encontram nos canais formais de comunicação maneiras de manifestação e não se sentem seguros para emitirem opiniões ou discutir questões por verem a possibilidade de retaliação por parte da empresa. Encontramos também no "boato organizacional" funcionários escondidos por vergonha de manifestar-se.

Quais as implicações do boato na vida organizacional? É possível afirmar que o maior problema é a desmotivação e um funcionário desmotivado pode representar queda na produtividade (a demanda está em alta mesmo!), maior número de acidentes de trabalho (não sabem usar os "EPIs"!), produtos com defeito (dá-lhes treinamento sobre qualidade!), divulgação negativa (haja verba para trabalhar a imagem!), rotatividade (tem gente boa no mercado!) entre tantas outras implicações que refletem diretamente nos resultados da empresa.

A solução? Podemos dizer que é imprescindível pensar a comunicação de uma maneira democrática, participativa. Nesse sentido, entender o "boato organizacional" como a necessidade de estreitar a relação empresa-funcionário, ao contrário de apenas mal dize-lo e criar canais de comunicação que possam atender aos vários públicos internos: produção, administração de nível médio, alta administração etc. Em tempos de alta tecnologia e globalização a solução pode estar no óbvio: comunicação intrapessoal, através de gerências com competência e habilidades para liderar pessoas. Por fim recorremos a BUENO (2003, p. 13), é preciso pensar a Comunicação Empresarial de forma estratégica, respaldada "em bancos de dados inteligentes, em um conhecimento mais profundo dos seus públicos de interesse, dos canais de comunicação", apoiando-se "em metodologias, em pesquisas," e "na necessidade imperiosa de dotar a Comunicação de um novo perfil: a passagem do tático para o estratégico" (:15).

Bibliografia

BUENO, Wilson da Costa. Comunicação empresarial: teoria e pesquisa. Barueri, SP: Manole, 2003.

ORLANDI, Eni Puccinelli. Discurso e Texto: formação e circulação dos sentidos. Campinas, SP: Pontes, 2001.

Link : http://www.comtexto.com.br/2convicomcciRadioPeaoClaudemirBertuolo.htm